Monday, August 24, 2009

onde estamos nós?

The power of love, by Celine Dion

As aprendizagens têm sido severas. Os tiros no escuro, os buracos em abismo, crescentes e certeiros. Mas quem bate com a cabeça, como ouvi dizer, aprende no esforço desenfreado de se salvar da tristeza que essas quedas emanam. Mas, talvez uma defesa só complique; talvez só deixando ir, em silêncio, em buscas.


O último relato da Líbia não foi contudo a minha última presença lá. Depois disso, na companhia de uma tripulação um pouco virada ao genial, demarcou o final como algo bem menos melancólico. Foi uma altura em que eu sem me aperceber realmente só desejava estar no velho continente, na velha Lisboa, o que não me fez viver a conhecida Tripoli como habitualmente. Mas exactamente um mês após a chegada, o desfecho oficial da operação finalmente chegou. E uma mão na janela foi a minha despedida por um ano de experiências magníficas, de toque eloquente, de salvação quase desenfreada. Foi quase uma vida o que Tripoli nos fez viver; foi tanto o que passei na terra maldita, o som que fica, o sabor que lateja. As pessoas que dedilhei, aquelas que perdi, outras que ganhei. E a presença da Madeleine que fica indiscutivelmente na margem de uma sociedade enganadora, coberta de fuligem amargurada de uma religião incompreendida. A Madalena fica lá, na memória. Foi o final de uma era para Tripoli.

Hoje aqui estou, desta vez em Marrocos, o canto mais turístico do norte de África. Tirada ao sono, pelo cansaço supremo de noites sem dormir, de dias revoltos entre o trabalho selado e o sol amargurado que o tempo faz derreter. África minha, diria. E o Hajj que começa relembra-me o passado; o tesouro que fiz meu, a presença enganadora de uma Madalena genuína, quase insensata. Tenho saudades das seguranças de não me saber de ninguém, aprisionada, da mão dada sem tremor.

No fim as viagens só me mostraram que os limites de mim são como o universo. Um buraco negro que me suga e me tira tudo, sem dar margem de dúvida que os paralelismos existem realmente; se eu dou tanto, há tanto que tanto tira. Aprendizagem, diria. E a bondade, será paranormal?


Wednesday, May 13, 2009

Quem é o chefe?


Vários meses de alguns voos rasantes, mas sem escrituras que proclamar. Não houve essa necessidade, e quando não há, algo significa. No entanto, mais uma vez na Líbia, senti a necessidade de registar que a habituação é um plano seguro, mas nada reconfortante. Quase nativa já, com quatro meses de presença neste país africano, virado de costas para o seu continente, apercebo-me que o que é reconfortante é o conformismo expectante da aprendizagem severa; aquela que é feita longe das origens, mais perto da alma. No último mês líbio, em paragem de sessenta dias intensos neste total país árabe, houve histórias que contar, uma aprendizagem extensa profissionalmente, e uma tentativa enorme de eternizar uma série de sentimentos que eu sei que dificilmente em casa sentirei. Mas na distância aprendi eu a viver. E desta vez, por só mais um mês, aceito essa verdade.

Uma vez mais com a chief Patrícia, uma amiga do coração já, uma professora crescente dos passos aéreos, terrenos também, a Líbia vai-se revelando semelhante a Agosto. Inverno e Verão de Líbia são opostos, tementes de uma realidade igual, eminente. De regresso a este solo seco, poeirento, apercebo-me que a realidade é aceite por nós, e amenizada, contrastada, tornada agreste por nós próprios. Com a Tété, o meu Suspiro, a Aninhas, e o Vines, a serenidade que em nada reflecte a alma que trago, grita consolo e felicidade.

Quase de volta, apercebo-me que talvez não volte tão cedo, ou nunca mais. Parece que a Líbia acabará profissionalmente. Mas e então e os meses de amizade crescente, de beleza descoberta, de uma nova casa que proclamar? Deixa-me triste a partida, como sempre deixou. We'll always have Tripoli.

Um brinde, outra vez
Madeleine

* Last but not least, a Líbia já nos serviu de chão sagrado para comemorar vindas á terra que me salvaram a vida. Teté, Aninhas e agora Rui. Será demasiado amar uma terra inóspita, pelas recordações que nos trará?

Monday, March 16, 2009

Já lá vão os meses em que escrevia das minhas viagens, dos sopros do mundo que recebia, de tudo por que vivia. Entre hoje e o que já relatei houve uma mão quase vazia de sítios por onde passei, mas uma alma totalmente alimentada de experiências que me fizeram crescer e olhar para mim, para os outros, para tudo de uma outra maneira. Foi Cuba, foi Chade, foi Jeddah, mas foram sobretudo as pessoas que entraram em mim, que nada pediram, mas que eu porto em tudo o que sou. Mais tempo surgirá em que relatar o tempo ganho, a viagem, as viagens. Hoje sou o que sou pelo que respiro, respirei e a fé do que respirarei. Há realmente eternidade na alma humana.

Thursday, October 23, 2008

Saudade!

Tuesday, October 14, 2008

Texturas com um brinde





Tuesday, September 23, 2008

Ponto de situação?

Depois de muito tempo e de alguns voos, há necessidade de voltar a escrever qualquer coisa. Talvez mais tarde me agradeça; há sempre memórias que permanecem melhor numa imagem, ou numa palavra.

Desde a Líbia que pouca coisa se tem passado. Mentira, passei pela República Dominicana, Puerto Plata mais precisamente, que me roubou uma semana em Cuba na companhia da trupe habitual. Os super fofinhos apanharam a grande sorte de terem de fazer um voo à última da hora, o que daria lugar a uma operação de três semanas da qual nem iríamos fazer parte.

Passámos duas noites, um dia no hotel em Puerto Plata, deu para conhecer os ares, e quando o relaxamento parecia começar, fomos arrancados à força e postos no avião rumo à Europa. Uma semana depois fui chamada novamente para fazer Cuba, e já sem a trupe maravilha pus-me no avião a saber ir apanhar uma tempestade que duraria toda a semana.

O Ike arracou-me novamente o desejo de conhecer Havana, e de possivelmente visitar Varadero. Com apenas um ou dois dias de piscina, o Ike demonstrou-nos a sua fúria, quase até nos evacuar.

Voltei, um tanto tristonha por não ter podido ficar mais tempo, com sol e piscina, praia e mojitos. A tripulação, bem fixe, estava um pouco em baixo, mas com uma memória bastante mais engraçada, e que pode sempre ser relembrada com o mais simples "Quieres?". Acho que nos vamos a lembrar.

Voltámos, trocando com uma tripulação que iria apanhar no fim da semana completamente caramelizada. Fui novamente chamada para voar para Cuba. Já nem queria saber quem seria a tripulação. Sabia que conhecia algumas pessoas, mas os planos asseveravam-se com o tempo a passar, as imagens de praias paradísiacas e estrondosas apareciam-me nos olhos antes de adormecer, à noite. Quando na manhã anterior à ida me telefonaram para me arrancar essa ilusão e me oferecer uma assombração; não só não iria passar a semana em Havana, como iria fazer a ida e volta, para trazer a tripulação que lá tinha passado uma semana inteira de sol e sal.

Justo? Já como a Froes dizia... Esta vida de tripulante...

Voltei no sábado passado, e agora on call, só espero que ou me brindem com uma estadia de me babar, ou acabem por me dar mais chapadas na cara. E até já estou a pensar enfiar-me na Líbia outro mês...tal é o desespero.

Portem-se bem, eu vou fazer por isso,
Madalena

Wednesday, August 27, 2008

Lybia Final Chapter

Agora que voltei, destilo o país de forma diferente. Já não é apenas mais um dos que beijam o mediterrâneo, é também, e foi também uma forma de tratamento de uma teia que se vai concretizando, de aprendizagem e crescimento. 


Não sei bem dizer se gostei deste mês que passou, ou se não sei medir o quanto, mas teve em mim um impacto que achava perdido, quando passei doze meses fora de casa, sozinha, e tive de formar raízes dentro de mim, ao choque que as coisas tomavam.
 

Não sei, também, se me abriu os olhos se me fez querer fechá-los. É um mundo duro, mas não é para mim. Talvez o que me agoniou mais foi descobrir que esteja em casa, ou não, no meu mundo ou não, haverão sempre pessoas más. E não só pessoas más na sua forma, no seu jeito, mas na sua essência. Pessoas que galgam outras para se sentirem melhor; ou simplesmente porque na altura nada mais é bonito que falar do que outras não são, mas parecem ser. E nada disso tem que ver com a Lybia. 


Este mês na Líbia foi importante. As pessoas a quem dei a mão fizeram-me contente a maior parte dos dias, foram quem me entregou e me clarificou para uma melhor visão e absorção. A minha tripulação, a melhor do mundo, fez-me querer ser mais e melhor, profissionalmente e em mim. As pessoas que conheci, e me encheram o peito de uma felicidade exarcebada, como promessas feitas e cumpridas, fazem-me hoje sorrir. 

Afinal, depois de tudo, ir para a Líbia é acerca de nós próprios. São as memórias que ficarão em fotografias, em palavras, sabores e cheiros. Não vamos poder esquecer tão cedo.

Obrigada meninos, pelo tempo de mão dada
Um brinde, e para voltar
Madalena 

Wednesday, August 13, 2008

Três semanas completas. Três semanas sem o vento Português, e não tenho tantas saudades assim. Melancolia, exaustão, cansaço físico, mas tão emocional também, é o que sobra na cara das tripulações que se mantêm, e que sobrevivem longe. 


Mais uma vez, numa tentativa de ser assídua, tento relatar o que se passa aqui; quando podia ser tanto, não é tanto assim. Tenho-me viciado no PES, a jogar na PSP, no computador e na PS3, e pouco ou nada mais tenho feito. Os dias arrastam-se quentes, entre idas à praia, nesta folga que dura há sete dias, e idas ao ginásio, refeições, dormidas, e bocejos no lobby, que de tanto deprimente chega a ser abominado por todos. 

A grande questão? Não há nada para contar. O que foi, e passou, pouco mais há. Ah, e volto a voar dia 15. Cheira-me que vai ser desta. Por mim, podia nem ser. 

Beijo, portem-se bem sem mim
Madalena

- O atentado a Tripoli esta manhã foi numa cidade do mesmo nome no Líbano. Espero que já tenham percebido que não é aí que estou mas na Líbia! *

Tuesday, August 5, 2008

Só a nós

Quem me conhece sabe que eu nunca me chateio com nada. Faz parte de mim, dar o melhor, às vezes demasiado. Tratar as outras pessoas bem, pô-las sempre primeiro. É o que sou. Nunca me chateio. 

Mas mandarem-me um mês para a Líbia e não me darem oportunidade de comunicar com o meu país é qualquer coisa que me tira do sério. Completamente fora de mim, passei estes três dias a tentar conectar-me à internet sem sucesso. 

Pouco também se tem feito por estes lados. Voos e uma ida a praia, mais uma ida à famosa rua das lojas europeias, resume os últimos dias. E com algumas coisas que valem a pena relatar sem dúvida alguma que o acontecimento de hoje é o que vale mais a pena. Vinda da praia, três e meia da tarde. Um taxista apanhado debaixo da árvore, mesmo como quem espera por nós. Um à vontade maior do que na vinda, onde apanhámos um táxi com condutor claramente embriagado; com a pele ardente do sol, havia um repouso e moleza quase exarcebadas. Do nada, uma travagem a fundo, ao mesmo tempo que em frente dos meus olhos a minha vida me passava em menos de um quarto de segundo. A travagem pareceu interminável, e sem me aperceber como escapámos sem um único arranhão, ao fim de um minuto finalmente respirei. Soube-se esquivar. 

Eu e a Froes saltámos do carro, com medo de levar com um carro em cima. No meio da estrada o senhor sai do carro para ir refilar com o outro condutor. O Diogo e a Teté, sem reacção, nada dizem. Em menos de cinco minutos estavámos de volta à estrada, com as mãos ligeiramente a tremer. Ligeiramente só. Agora rimos, com a certeza que estas coisas só nos acontecem a nós os quatro. 
Vestida para passar pelo ginásio daqui a uma hora, estou mole até mais não. Espero que os próximos dias tenha acesso à net, ou o mau génio pode voltar. Amanhã Paris. 



Um beijo, 
Madalena

- sei que as fotografias quase nunca estão mínimamente relacionadas com o que está escrito em questão, mas se fazer upload já é complicado, passaria mesmo a ser problemático. A última foi o jantar no peixe, o jovem que nos levava de um lado para o outro é o lendário Kunla Bikini. 

Friday, August 1, 2008

Ponto de situação

Nos últimos dias não tem havido espaço para a escrita. Não que não haja tempo, mas há cansaço e preguiça. A verdade é que os voos têm sido muitos, nem sempre físicos mas temporais e emocionais, e a procura de palavras que descrevam tudo o que o corpo proclama destes últimos dias é quase surreal. Não faria sentido. 

Mas qual seja a espera, a Líbia transforma-se de ilusão temporária, a uma certeza quase material. Nós estamos indiscutívelmente cá, e o tempo só nos traz essa certeza. Camuflada em caos e desordem, as ruas de Tripoli parecem-me intermináveis. 

À procura de eternizar na memória a nossa visita de um mês, a um dos cantos do mundo, pusemo-nos à escuta. Ouvimos dialectos do mundo árabe, e sentimos os olhos postos em nós. De ombros tapados, visitámos o Suk, o mercado. 

Acordámos e mergulhámos na decisão de irmos a umas das praias onde é permitido o bikini. Finalmente. Deparámo-nos com uma das primeiras paisagens bonitas de toda a nossa estadia em Tripoli, depois de Sabratha. Uma praia de água transparente, e quente, quente como o sol que queima a cidade durante o escorrer da tarde. 

Acabámos o dia a comer peixe. Grelhado. Como Portugal. Parecido, apenas. 

Os dias seguintes foram divididos em visitas ocasionais à rua, almoços no Turco, e fugidas para o casulo que se vai tornando o nosso quarto, o hotel, a casa. E claro voos intermináveis. Hoje talvez praia, talvez passeio, talvez descanso desmesurado. 

O que interessa é que estamos na Líbia em pleno Agosto. Algarve? Não, Tripoli. Água transparente, e por vezes um puxão de saudade de ouvir silêncio em quatro da manhã. 

Beijo,
Magrida (han?)

Friday, July 25, 2008

Sabratha Ruins


Fui acordada por duas pancadas na porta do quarto do Diplomatic Hotel, no centro de Tripoli. "Elas limpam sempre o quarto, portanto vais de certeza ser acordada". Foi esse o primeiro pensamento que tive na primeira manhã na Libia. Que estava a ser expulsa do meu sono, mas não do meu cansaço. Tentei ignorar as duas pancadas que ficaram a ressoar durante 5 minutos, até sucumbir novamente. Quando voltaram a bater, levantei-me, não sem antes tropeçar nos lençóis, e gritei um "voltem mais tarde" que não ouviu resposta. Uns segundos mais tarde "É o Vinhas, bora para a praia". Ri-me. 

Era esse o programa para esse dia. Largar tudo e ir para uma das praias de Tripoli, onde confesso vi alguns tesouros muito bem guardados em segredo. À chegada, depois de uma hora e meia de saltinhos no táxi que nos levou, chegamos a uma suposta praia paradísiaca para nos confrontarmos com um dos cenários mais desoladores que podia ter visto depois de ter sido o meu sono interrompido. Não havia praia. As ondas e os costumes taparam-nos a oportunidade de despir as t-shirts e saltarmos para dentro de água. Tenho a certeza que me ia saber tão bem. 

As ondas, a maré cheia roubaram-nos a areia. Os costumes foram o que mais me fizeram sentir mulher em toda a minha vida, e tenho sérias dúvidas que tenha sido de forma positiva. Eu e umas amigas, como mulheres que somos, não podemos estar nas mesmas praias que os homens. "no bikini", eles dizem. Com os olhos caídos de desilusão, fomos tristonhos para dentro do táxi, preparados para voltar para o hotel e escolher outro programa. 

"Mas e então Sabratha?", pergunta a Marques. Sabratha, as ruínas Romanas, esse sim um tesouro muito bem conservado em segredo, ficava a meio caminho. E foi esse o programa que escolhemos. Fomos inundados numa espécie de nuvem antiga, de sol abrasador, e cansaço feliz. Tinha a minha adrenalina ao máximo. Serpenteámos pela civilização que parecia vítima de um único incêndio e não da revolta dos anos, e séculos que se passaram. Um contraste único de ruínas e mar. O fôlego suspenso e um meio sorriso de silêncio. Agora devemos lá voltar com a Patrícia. 
Deixo-vos também uma fotografia de uma das praias que encontrámos, e que nos era proibida. 

Vejam-me se é justo sequer. 

Madalena

Thursday, July 24, 2008

Lybia, arrival

Era uma certeza que veio de trás. Haveríamos de ser desterrados, sem data marcada, para um dos países de homens. Para o mundo de homens, feito por eles, governado por eles, eternizado para eles. Agora com data marcada, mas sem o mesmo para voltar a terras lusas, a Libia vê-se obrigada a deixar-me entrar por um mês inteiro. 

Não houve senão. Há burcas que tapam os pontos negativos que é deixar um país livre, para entrar num de repressão e machismo. Não se torna tão mau, depois das ajudas de custo. Ainda assim, custa sentir-me nua mesmo que tapada quase até aos pés. É nua na alma, suada de solidariedade que ninguém mais sente, neste país. Porque o costume o dita. 

"Terça-feira, de madrugada, apresentação no aeroporto". Depois de um silêncio eterno; "Paris-Tripoli". Já não me lembro muito bem porque sorri. Mas já o esperava. A tripulação confirmada fez-me sorrir ainda mais. E vim. 

À chegada, sem realmente me apanhar de surpresa, ficámos retidos no aeroporto de Tripoli sem que nos dessem autorização para entrar no país. Depois de uma hora e meia, que foi para nós o tempo de um dia inteiro, nos pés que latejavam cansaço, e depois de sabermos que houve quem na nossa tripulação só merecia era uma cama e um banho quente, apanhámos duas carrinhas que em meia hora nos introduziriam ao mundo que nos vai rodear durante um mês. E que mundo. Sujo na sua quota parte, mas com um charme que só se encontra em países árabes, quase que queremos manter em segredo que estamos aqui. 

Mas foi bom redescobrir caras e amigos, conhecidos e novidades que aqueceram mais. Foi bom, está a ser bom. 

O desterro não é tão amargo assim. Fiquem à espera do relato do primeiro dia, a primeira folga da Líbia. Tem muito que se lhe diga. 

Portem-se bem desse lado, se bem que sem mim não há outra coisa possível!

Madalena

Lado a lado com a ideia da Teresa Froes de partilhar as aventuras desta nova vida, e com os anos e anos que desfio as minhas palavras, palavrões e ideais pelos blogs do mundo, surgiu a necessidade de deixar tudo registado. Tudo o que escrever significará o mundo para mim, e pouco para os outros. Ou talvez até demasiado. 


É simplesmente um retrato, que se tornará memória. E depois do mundo descoberto, espero ter-me descoberto a mim também. E ala que o mundo não espera!